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O conteúdo aqui encontrado foi escrito por mim, com base em muito estudo, conversa com criadores brasileiros e estrangeiros, consultas com veterinários e com especialistas em roedores e animais exóticos. Nos meus artigos eu passo um pouco da experiência que adquiri desde 2003 criando esquilos da mongólia, então não roube o meu material, pois isso é crime. O intuito aqui é ajudar os gerbils e seus donos! ^_^

Pata Quebrada - Fraturas

Imagem retirada da internet
Infelizmente as fraturas são mais comuns do que a gente pensa. As vezes uma queda, uma rodinha de grade desencapada, uma tentativa de fuga, resulta em uma pata quebrada.

Os gerbils na natureza foram feitos para se curarem sozinhos e sobreviverem mais um dia. Eles são bem independentes e se viram muito bem com uma pata a menos (ou funcionando da maneira errada), mas é claro que a gente não quer isso pro nosso gerbil, né?!

Como eles são animais muito ativos, principalmente durante a noite, geralmente esses acidentes acontecem e você só percebe na manhã seguinte. A primeira coisa a fazer é levar o animal à um veterinário de animais exóticos ou especializado em roedores. Ele irá indicar que você imobilize com uma tala, que não faça nada, ou que ampute o membro do roedor, dependendo da gravidade da fratura.


CUIDADOS INICIAIS
Logo de cara você deve retirar tudo o que conseguir da gaiola ou caixa. Retire casinhas, rodinha e brinquedos. No caso de gaiola com vários andares é aconselhável colocar o animal fraturado em uma caixa provisória até que ele melhore. Quanto menos ele se mexer, escalar e pular, melhor para ele e maiores as chances de recuperação. Se o gerbil estiver com um machucado aberto (fratura exposta), além de tudo isso você também deve retirar a forração suja e colocar apenas papel higiênico ou papel toalha para ele. Assim você evita que ele contamine o machucado e pegue uma infecção.


NO CASO DE FRATURA EXPOSTA
Quando o ossinho do gerbil sai da pele é uma fratura exposta e por sua vez mais complicada. Nesse caso o veterinário pode optar por uma imobilização com tala, ou por uma cirurgia para a amputação, e deve indicar o uso de um antisséptico tópico para passar no machucado. O importante é ver se não vai infeccionar e caso isso ocorra entrar imediatamente com antibiótico. O maior problema dessas fraturas não é o funcionamento da pata, mais sim a porta aberta para doenças e infecções que podem matar o gerbil muito rápido. É importante manter a gaiola bem limpa para que a sujeira não entre no machucado.


NO CASO DE FRATURA INTERNA
Se a fratura for interna é aconselhável não usar a imobilização com tala. O veterinário deve orientar a esperar que o osso se calcifique sozinho para ver como o animal se locomove ou deve pedir a amputação do membro para que o osso quebrado não perfure nenhum órgão do gerbil. Muitos hamsters e gerbils morrem assim, com órgãos da barriga perfurados pelo osso da pata quebrada, que solta e entra no abdômen. No caso de filhotes, colocar uma tala é instigar a mãe à arrancá-la com os dentes. O que pode machucar ainda mais o bebê, que geralmente têm a pata comida.

Essa femea amanheceu com a pata quebrada. Provavelmente quebrou depois de ficar pulando repetidas vezes para tentar se segurar na grade da tampa da caixa organizadora. Nesse caso, a indicação foi não mexer e logo o osso calcificou no lugar. Quem não sabe que ela tem a pata quebrada nem percebe.



NO CASO DE ABCESSOS OU INFECÇÕES
Quando a fratura for exposta e abrir um machucado para fora da pele, ou quando o osso quebrado ficar furando a carne de dentro do animal, a inflamação se torna grande e existe um enorme risco de infecção por bactérias. Procure urgentemente orientação veterinária e repare no machucado o tempo todo. Se ele começar a apresentar pús, ou inchar como se fosse virar uma bola, é sinal de um abcesso! Nesses casos a cura vem com antibióticos, e no caso do osso perfurando o animal por dentro, se a fratura não for corrigida o abcesso não vai embora. Infelizmente, na maioria dos casos de abcessos o veterinário indica a eutanasia do animal para que ele não sofra 3 ou 4 dias e depois morra pela infecção. Mas essa é uma decisão que o dono do animal deve decidir, sendo coerente e responsável para isso. Nesse caso, como em todos os casos de machucados abertos, você deve usar um antisséptico para limpar o local. Se o abcesso não estiver muito feio o veterinário pode sugerir uma cirurgia para amputar a pata quebrada e remover o osso que esta machucando a carne por dentro. 


DEPOIS DE CICATRIZADO
Quando o osso calcifica, na maioria das vezes o animal vai agir como se nada tivesse acontecido. Andar, correr, pular, no máximo mancando um pouco. Em uma pequena porcentagem o animal pode passar a arrastar a pata pela gaiola... Mas de qualquer forma podendo viver tranquilamente desta forma.


NO CASO DE FRATURAS EM BEBÊS
É melhor não fazer nada. Não o separe da mãe porque é muito difícil fazê-lo sobreviver quando bebê. Não é aconselhável o uso de talas para que os pais não fiquem mexendo. É muito comum a mãe pisar e quebrar uma patinha do filhote recém-nascido, então não se culpe ou se desespere. Deixe ele quietinho que a patinha vai cicatrizar e na pior das hipóteses a pata vai ficar um pouco tortinha. Mas nada que vá aparecer muito quando ele for adulto. Essa foto é de um bebê que teve a patinha traseira quebrada pela mãe.

Nesse post eu mostro o caso deste filhote com a pata traseira fraturada.



Texto e Imagem: Vivian Roncon